6 de dez. de 2011

Estudantes organizam plebiscito pelos 10% do PIB em Viamão!

Hoje, aqui em viamão, rolou mais uma corrida pela educação, o pessoal da ANEL juntamente com o Grêmio Estudantil da escola Santa Isabel, abriu a votação para os 10% do PIB.
Isso mesmo, trouxemos para viamão, a urna do plebiscito e o primeiro dia de votações foi surpreendente, na passagem de salas a galera se motivou de votar, perguntou, se interessou e se atualizou sobre o que está acontecendo com a educação não só aqui no Rio Grande do Sul mas por todo o Brasil. Acreditamos que se rolar assim por todos os lugares que a urna passar , o resultado vai ser no minimo gratificante.
Os 10% do PIB para educação é um direito nosso, agora é a hora de correr atrás, de sair na rua e de gritar pelos nossos direitos.
Os estudantes dizem SIM ao piso salarial para os professores, dizem SIM pelos 10% do PIB e dizem NÃO a reforma do ensino médio, não queremos ser mão de obra barata para o governo!"

Camila Goulart, Grêmio Santa Isabel - Viamão.


 

5 de dez. de 2011

Educadores suspendem greve, mas mantém mobilização pelo piso e contra a reestruturação do ensino médio

Publicamos abaixo a notícia veiculada no site do CPERS sobre o fim da greve dos educadores. A paralisação terminou, mas a luta está só começando. A ANEL parabeniza os bravos educadores gaúchos que mais uma vez deram uma grande demonstração de combatividade e independência. 


Logo logo publicaremos materiais da ANEL, com balanço e as perspectivas da luta contra a Reforma do Ensino Médio e em defesa dos educadores.


Os trabalhadores estaduais da educação decidiram suspender a greve iniciada no dia 18 de novembro. A suspensão do movimento foi decidida em assembleia geral realizada na tarde desta sexta-feira 2, na Praça da Matriz, em Porto Alegre. Ao final da assembleia, os grevistas colaram cartões vermelhos na parede do Palácio Piratini com recados para o governador Tarso Genro.

A categoria aprovou uma campanha permanente de denúncia do governo que descumpre a lei do piso, tenta implementar políticas que atacam a educação pública e os direitos dos educadores e não cumpre o compromisso de criar, com uma lei estadual, o piso para os funcionários de escola. Outro ponto aprovado foi o boicote da categoria às conferências do governo sobre o ensino médio. A categoria irá manter o debate e as manifestações com a comunidade escolar contra as mudanças propostas pelo governo.



Ainda no calendário de mobilização dos educadores está o debate sobre os prejuízos provocados com o pagamento da dívida pública e as isenções fiscais para os cofres do Estado. O CPERS/Sindicato realizará uma campanha em defesa da imediata realização de concurso público para professores, funcionários de escola e especialistas. A categoria também decidiu fortalecer o plebiscito nacional dos 10% do PIB para a educação pública e pela implementação do piso salarial.


O CPERS/Sindicato também ficou de elaborar uma carta direcionada à comunidade explicando novamente os motivos da greve e denunciando a intransigência e o autoritarismo do governo Tarso. O sindicato realizará, no primeiro semestre de 2012, uma conferência da comunidade escolar para debater um projeto educacional para a educação pública e participará das audiências públicas sobre o piso salarial.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato

1 de dez. de 2011

Estudantes da Zona Sul da capital fazem ''trancaço'' contra a reforma de Tarso

Estudantes realizam manifestação e convocaram uam grande reunião para a tarde de sábado, as 17h no Pq. Marinha do Brasil.
A manhã de ontem foi de mais um protesto estudantil na capital, contra a reforma do ensino médio de Tarso. Foi a vez da galera da Zona Sul mostrar sua cara, com os estudantes das escolas Costa e Silva, Ceará e Cidade Jardim. Mais de 100 estudantes trancaram por 30 minutos a 3° Perimetral (Av. Teresopólis) e fizeram um protesto muito irreverente, com músicas, danças e inclusive levando um quadro para a rua, dando uma verdadeira aula pública para o governo, que quer aprovar de forma truculenta essa reforma que vai virar nosso ensino de cabeça para baixo. 



O ato contou também com a participação de diversos professores do CPERS e apoio da vizinhança, pois durante o ano diversas mobilizações já tinham sido feitas contra a péssima situação da escola Ceará. Após o ato, foi realizada uma reunião da ANEL com estudantes do Julinho, UFRGS e dos Grêmios do Ceará e do Costa e Silva, que convocou uma grande reunião para sábado, as 17h no Pq. Marinha do Brasil para organizar os próximos passos do movimento contra a reforma do ensino médio. Além do ato em POA, a cidade de Gravataí também foi palco de uma importante manifestação, que reuniu 5 escolas e diversos professores do núcleo 22 do CPERS.

É a juventude gaúcha dizendo NÃO à reforma de Tarso!

Eleições paritárias na UFSC: um exemplo a ser seguido na UFRGS!

O dia de ontem foi inesquecível para os estudantes da UFSC e serve de exemplo de luta a ser seguido pelos estudantes do país inteiro, como os da UFRGS e da USP, que hoje lutam por democracia dentro das universidades.Graças a uma fortíssima mobilização estudantil, a chapa de oposição à atual gestão da Reitoria, composta por Roselane Neckel e Lúcia Helena, se saiu vitoriosa nas ELEIÇÕES PARITÁRIAS da universidade.

Na semana passada, os estudantes da UFRGS conseguiram uma importante vitória ao adiar a decisão do funcionamento das eleições pra Reitor, que acontecem na Universidade no ano que vem. Uma nova reunião do CONSUN está marcada para a manhã do dia 16/12, sexta-feira. O exemplo da UFSC deve seguir de folêgo para nossa mobilização e de exemplo não só para os estudantes, mas para toda comunidade acadêmica gaúcha. Se estamos na 3° melhor universidade do país, porque ainda não temos paridade? UFSC, UNB, UFRJ... até quando manteremos na UFRGS uma lei da ditadura militar? QUEM TEM MEDO DA DEMOCRACIA?


Abaixo segue o link sobre as eleições da UFSC:

Leia também a declaração oficial da UFSC: http://noticias.ufsc.br/2011/11/30/oposicao-surpreende-e-vence-eleicao-para-a-reitoria-da-ufsc/

O apoio estudantil à candidata Roselane Neckel, eleita a nova reitora da Universidade Federal de Santa Catarina nesta quarta-feira, se mostrava em peso no hall da reitoria, onde foi feita a contagem dos votos. Mesmo antes do resultado oficial, o clima era de comemoração.



No auditório, para onde o público foi encaminhado no momento do anúncio, a comissão eleitoral teve que pedir silêncio por vários minutos para poder oficializar o resultado.

O candidato adversário, Carlos Alberto Justo da Silva — o Paraná —, também soube do desfecho da votação antes da divulgação oficial e decidiu ir para casa, segundo membros do seu comitê eleitoral.
O apoio a Paraná entre professores e técnicos-administrativos, categorias nas quais ele venceu com 52% e 57% respectivamente, não foi o suficiente para superar a mobilização dos alunos. Enquanto Paraná manteve sua média próxima a 3 mil votos de discentes, como no primeiro turno, Roselane passou de 2.567 para 6.518 votos de estudantes. No total, no segundo turno houve quase 2 mil votantes da categoria a mais que no primeiro.
 
A diferença foi tão grande que mesmo com o cálculo feito para a eleição, que divide o poder de voto em um terço para cada categoria, Roselane ficou à frente. Com esse sistema, na eleição desta quarta, era preciso seis votos de alunos para ter o mesmo peso de apenas um professor.

Após o anúncio da comissão, Roselane tomou o palco e agradeceu a todos os apoiadores. Em seu discurso ela reforçou sua posição como opositora à gestão atual e seus objetivos de mudança na universidade.
Veja no gráfico abaixo a divisão dos votos por categoria: