28 de mar. de 2012

Ato do dia do Estudante em POA

Foto: Pedro Silveira

 Hoje, dia 28 de março é lembrado nacionalmente como o Dia do Estudante. Em Porto Alegre, cerca de 400 estudantes foram pras ruas para reivindicar melhores condições na educação píblico. O ato contou com mais de 15 escolas estaduais e mais diversas entidades estudantis como o DCE da UFRGS e a ANEL. A principal reivindicação d@s estudantes era o fim na reforma do ensino médio e o pagamento do Piso Nacional para os professores. Ao final do ato foi entregue uma carta Governador Tarso genro com diversas exigências. (está na postagem anterior)

Foto: Pedro Silveira
Foto: Pedro Silveira
Foto: Pedro Silveira



Foto: Pedro Silveira








Foto: Pedro Silveira

27 de mar. de 2012

Convida tod@s para o Ato em Defesa da Educação Pública, amanhã - 28/03/2012 ás 9h concentração na frente da Secretaria de Educação do Estado.

Carta ao Governo do Estado do RS

O dia 28 de março é um marco para o movimento estudantil, pois foi neste dia que o governo civil-militar assassinou o estudante Edson Luis que lutava pelo acesso à educação.
Desde então este dia foi transformado em Dia Nacional de Luta dos Estudantes. 44 anos se passaram e percebemos que ainda temos muito pelo que lutar, continuamos com os professores desvalorizados, escolas sem laboratórios, espaço físico e o acesso a educação superior limitado a apenas 14% da juventude no país.
Entendemos que a valorização da educação é tê-la como prioridade, por isso viemos exigir do senhor governador Tarso Genro que pare de enrolar os professores e pague os 1451,00 do Piso Nacional domagistério e também revogue o decreto da Reforma do Ensino Médio que transformará os estudantes da escola pública em mão de obra barata para os empresários do Rio Grande do Sul.
Assinam esta carta:

DCE da UFRGS
Grêmio Estudantil Costa e Silva
Grêmio Estudantil Ceará
Grêmio Estudantil Infante Dom Henrique
Grêmio Estudantil do Emilio Massot
Grêmio Estudantil farroupila
Grêmio Estudantil Planalto
Representantes
Estudantes da escola Inácio Montanha
Estudantes da escola Walter Jobim
Estudantes da escola Instituto de Educação
Estudantes da escola Dom João Becker
Estudantes da escola Parobé
Estudantes da escola Dom Diogo
Estudantes da escola Feijó
Estudantes da escola Santa Isabel
Estudantes da escola Alcides Cunha
Estudantes da escola Adelaide Polivalente - Gravataí
Estudantes da escola  Tuiuti -Gravataí

13 de mar. de 2012

Somo Infinitas Mensalidades - UNISINOS

   Assim como na PUC Minas, os estudantes da UNISINOS se levantam em ato contra os abusos
das universidades privadas, contra o aumento abusivo de 17,45% nas mensalidades em apenas
12 meses. Além do preço das mensalidades, também faz parte da pauta de reivindicações à
limitação de 30 estudantes por sala de aula e abertura de contas das universidade.

    Durante o final da tarde, os estudantes já se concetravam entre o centro 3 e 4, panfletando,
dialogando com os estudantes que iam chegando para a sua aula, sempre manifestando
apoio incondicional aos manifestantes. No inicio da noite mais de 100 pessoas saíram em
ato pelo campus da universidade. Os estudantes indignados cantavam palavras de ordem
como “unisinos, mercenária, pare de bancar a humanitária”. Logo após, o ato foi encerrado
em frente a central do aluno, depois de irmos protestar em frente a reitoria, que é uma das
grandes responsáveis pelo aumento.

     Os protestos não param por ai, em todas as intervenções era unânime, a necessidade de
continuar as manifestações até conquistarmos vitórias concretas. Para o dia 14, está marcada
uma atividade que irá discutir a mercantilização do ensino, atividade esta que faz parte da
calourada unificada promovida pelo movimento somos infinitas mensalidades, e pelos centros
acadêmicos vinculados.

   Uma marca ímpar desse movimento é o feminismo. Desde as primeiras reuniões - e até no ato - vimos as mulheres sendo protagonistas dessa luta. E, em época tão machista, temos de ressaltar e impulsionar as companheiras! No ato cantamos "se cuida, se cuida, se cuida seu machista! América Latina vai ser toda feminista!


   Queremos prestar apoio irrestrito aos estudantes em luta da UNISINOS e ao MOVIMENTO
SOMOS INFINITAS MENSALIDADES, pois é centro de nossa concepção de entidade estar ligado
às lutas dos estudantes. E queremos dizer aos lutadores da UNISINOS que contem conosco
para todas as lutas, pois achamos que é assim que poderemos construir um novo movimento
estudantil na UNISINOS.

                               À luta companheiros, à luta pois é a luta que muda!







1 de mar. de 2012

Contra a Homofobia, a luta é todo dia!

Contra a Homofobia, a luta é todo dia!

Gilian Cidade e Tiago “Bino”, diretores do DCE-UFRGS


“Nem tudo que enfrentamos pode ser mudado
mas nada pode ser mudado enquanto não enfrentamos”



“Não vamos sair”! Foi essa a resposta dxs frequentadorxs do bar Stonowall Inn em 1969 quando a polícia de Nova York invadiu o famoso bar gay com ordens de fechá-lo. Ao invés de fugir como era comum, xs frequentadorxs disseram um basta à sua situação de opressão e colocaram a polícia para correr.

Cerca de 40 anos se passaram desde a Revolta de Stonowall: mas, o que presenciamos hoje? Pouquissimas mudanças. Há pouco mais de um mês, todxs nós presenciamos o caso do estudante de Relações Internacionais que foi espancado enquanto seus agressores o “xingavam” de veado. William teve a mandíbula deslocada e perdeu quatro dentes por conta do ataque de homofobia que sofreu; e isso tudo aconteceu na Rua Sarmente Leite, quase dentro do pátio da UFRGS.

Esse é apenas um caso, um exemplo da situação que vivem xs homosexuais em nosso país. Em 2011, assim como em 2010, batemos o recorde em homicídios motivados por homofobia. Iremos para 10 anos de um governo de “Frente Popular” e nada foi feito em relação aos LGBTs no Brasil. Hoje somos o país com a maior Parada Gay do mundo e, ainda assim, campeões mundiais de violência homofóbica. São cerca de 250 assassinatos por ano, e os números só crescem. Apenas em janeiro de 2012 foram 36 mortes.

Apesar da vitória do Movimento LGBT com o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo pelo STF, as tímidas medidas que o Movimento poderia ter conquistado no ano que passou foram barradas pelo governo Dilma e seus aliados fundamentalistas e reacionários. Não há como esquecer do “Kit Escola Sem Homofobia” (Kit Anti-Homofobia) que foi vetado pela Presidenta. Depois tivemos o PLC 122. Um projeto de lei há muito tempo defendido pelo Movimento LGBT que visa criminalizar a homofobia. Contudo, o Projeto de Lei foi parar nas mãos de Marta Suplecy (senadora do PT), que no momento mais importante decidiu “dialogar” com os setores mais reacionários do parlamento e entregou de mãos beijadas o projeto de lei para que a bancada evangélica os destroçasse.

Diante dessa conjuntura, de um aumento da visibilidade LGBT – com programas de televisão e novelas que abusam de personagens homossexuais esteriotipados -  e ao mesmo tempo de um aumento dos casos de homofobia é que iniciamos 2012. Nós do DCE-UFRGS não ficamos apenas de telespectadores. No mesmo espírito de “não vamos sair” é que o DCE se coloca na luta contra a homofobia e resgatando o movimento de luta, dizemos: contra a homofobia, a luta é todo dia!

Foi assim que já em dezembro o DCE-UFRGS se uniu a outras entidades e movimentos para construir uma delegação gaúcha para o IX ENUDS (Encontro Nacional Universitário de Diversidade Sexual) ocorrido na cidade de Salvaor - BH, entendendo a importância de se construir e ocupar os Fóruns de discussão sobre o tema de Diversidade Sexual com uma postura combativa na luta contra essa opressão. Mas uma viagem tão longa trouxe muitos desafios, e o maior deles foi o financeiro.

Novamente, como uma prova de luta e resistência o DCE-UFRGS foi vanguarda. Em pleno período de férias bancou junto com a delegação gaúcha para o IX ENUDS a primeira festa LGBT do DCE. Um momento histórico para a entidade. Mais do que simplesmente uma festa de arrecadação, decidimos fazer uma festa para todxs oprimidxs que vêem dia-a-dia seus espaços serem fechados, criminalizados e invadidos pela polícia. A partir daí a UFRGS teria seu espaço LGBT. Não cabe em palavras o que foi a festa Revolutiva.

Logo na entrada xs convidadxs se deparavam com uma enorme bandeira com as cores do arco íris. Dentro rolava música com uma discotecagem famosa nas festas LGBTs e não faltou também uma intervenção artística. A Drag Queen Kelly Ocnab chamou xs oprimidxs a levantar-se e lutar! A festa, mesmo com dois ambientes, não suportou o número de pessoas, e em instantes viu-se a Av. João Pessoa tomada por casais LGBT’s e héteros. Uma festa como nunca antes vista pela vizinhança acostumada a movimentações do DCE. Um marco para o movimento LGBT da UFRGS e para o próprio DCE.

Os desafios são enormes! A delegação gaúcha volta do ENUDS mais forte para tocar a luta. Os debates, as discussões, as palestras e principalmente o contato com estudantes de outros estados fortaleceram xs estudantes da UFRGS. Na certeza de que é preciso lutarmos para mudar, é necessário que neste ano façamos mais festas e, principalmente, organizarmos o 1º Encontro LGBT da UFRGS. Somente assim poderemos tirar um programa em comum que arme o movimento LGBT da UFRGS para a luta contra a homofobia!