6 de out. de 2012

GOLPE DA DIREITA [DCE LIVRE] NA UFRGS E A CUMPLICIDADE DA UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES.


O QUE ACONTECEU?

Nesta quinta-feira, dia 04 de outubro, os estudantes da UFRGS sofreram uma tentativa de golpe do grupo de direita titulado “DCE Livre”, e o pior: com apoio da União Nacional dos Estudantes – UNE – contando inclusive, com a presença de Daniel Iliescu (Presidente da UNE), na ocasião.

As eleições do DCE da UFRGS se aproximam; e, mesmo com a convocação da atual gestão para um Conselho de Entidades de Base - para formar a comissão eleitoral -, o DCE Livre [ligado ao PDT e a máfia do DCE da PUCRS] junto da UNE, tentou dar um golpe chamando um mesmo CEB, sem nenhum respaldo no Estatuto da Entidade, e ainda impedindo a entrada dos estudantes que queriam presenciar a reunião.

Ao chegar a porta do espaço da reunião, os estudantes eram questionados sobre o Diretório/Centros Acadêmicos que representavam, mas só poderiam entrar caso fossem o(a) Presidente do CA ou DA. Neste contexto, os próprios membros da gestão atual do DCE foram impedidos de passar pela porta.

Na ocasião, houve ainda agressão por parte dos representantes deste grupo de direita. Ao tentar dialogar e entrar na reunião, além de impedidos, os estudantes presentes foram agredidos pela truculência do Dce Livre, causando tumulto até a chegada da Segurança Universitária.

Isto é uma atitude que nada tem de democrática e mostra o que DCE Livre quer nesta eleição: um processo anti-democrátco e violento; como em 2010, quando criaram uma comissão eleitoral paralela e por fora daquilo que os diversos DA’s e CA’s haviam deliberado. Sendo que a ‘parceria’ DCE Livre (PDT e máfia DCE PUCRS) + UNE já se expressou nesse momento, quando lutavam pelo fim da Comissão Eleitoral democrática de 2010. Isto nada tem a contribuir para a luta dos estudantes.

Somos contra métodos de agressão e conflito físico no movimento estudantil. Uma eleição de DCE não pode começar nestes marcos; se não, imagine como vai ser no dia de ir às urnas. O que aconteceu ontem, mostra que para o DCE Livre e a União Nacional dos Estudantes, tudo vale para ter o DCE. O contrário da concepção da ANEL: que é de construir um movimento estudantil democrático, combativo e independente.

A PROVA DAS TRAIÇÕES DA UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES.

Mas, pasmem [ou não] colegas: a União Nacional dos Estudantes, esteve apoiando esta postura anti-democrática, com a presença de seu Presidente.

Mas, não é de hoje que a UNE mostra que não está mais do lado dos estudantes. Foi na luta pelos 10% do PIB para a educação pública; na luta contra o PNE; recentemente, no histórico processo de greve nas federais, e tantas outras vezes.

Esta quinta-feria, também, é simbólica da falência desta entidade naquilo que significa a luta do movimento estudantil.

Os estudantes querem um processo eleitoral de suas entidades democrático e às claras. E sabemos que, se no Congresso da UNE a votação de sua direção já é fraudulenta, não surpreende que aqui eles defendam os mesmos métodos.

É necessário o fortalecimento de uma alternativa de luta para o movimento estudantil. A cada dia, temos mais provas de que a UNE não serve mais a este objetivo; mas, sim, para impedir a luta dos estudantes por uma educação pública de qualidade, sendo braço do governo intransigente com o movimento grevista, estando do lado da direita e contra a democracia nas eleições de DCE’s.

Queremos fortalecer as mobilizações e dar todo o apoio a luta dos estudantes aqui na UFRGS em defesa de um processo eleitoral democrático e transparente.

II CONGRESSO DA ANEL

No ano que vem teremos o II Congresso da ANEL. Um momento de encontro entre todos os lutadores e lutadoras que não suportam mais o sucateamento da educação.

A fatura do Reuni chegou. Depois da grande greve que vivemos, devemos fortalecer a nossa organização, e o II Congresso da ANEL será um grande momento para a continuação dessa grande luta.

5 de out. de 2012

Juventude é agredida pela polícia em Porto Alegre

Contingente policial "protegendo" um boneco inflável



Há algum tempo o espaço público, para a cultura livre, em porto alegre vendo sendo proibido. Cada vez mais a juventude da cidade está restrita a sua livre expressão e lazer pela prefeitura de Fortunatti. A noite de ontem foi simbólica da repressão policial, comandada pelo prefeito e pelo governador Tarso Genro.

No Largo Glênio Peres [local público e histórico dos movimentos sociais e da cultura], foi colocado há algumas semanas um gigante boneco inflável financiado pela multinacional Coca-Cola do mascote da Copa do Mundo, o Tatu Bola. Enquanto os trabalhadores e trabalhadoras se deparam com aquele mascote, a população é removida de seu bairros e casas.



Com isto tudo acontecendo - a cidade sendo sitiada e a juventude com seu espaço cada vez menor, e o aumento da privatização dos ambientes públicos [como o próprio Glênio Peres e o Auditório Araújo Viana] - foi organizada a manifestação “Defesa Pública da Alegria” – em frente a Prefeitura da cidade e do tal mascote





Ao longo de toda a
manifestação cerca de 60 policiais bloqueavam o mascote. Num ato de maldade deixaram alguns manifestantes passar e usaram disto como pretexto para agredir a todo mundo. Foram cerca de 20 jovens e estudantes feridos por balas de borracha, cacetadas, pauladas e bombas de efeito moral.

O governo Tarso e a prefeitura Fortunatti não tiveram pena. Houve, inclusive, perseguição pelo centro da cidade e até mesmo o impedimento do acesso da ambulância ao local; manifestantes feridos relataram que a polícia foi até o hospital para encontrar nomes e pessoas, mantendo alguns algemados. E, ainda a violência machista, que fez das mulheres o principal alvo no momento.

Não podemos naturalizar essa repressão. É absurda a forma como esta polícia e estes governos tratam as manifestações: com total truculência, fazendo muitos feridos e perseguindo depois. Não podemos voltar à ditadura. Temos que repudiar estes atos.

Continuaremos mobilizados pelo investimento do dinheiro público na melhoria da cidade, em defesa da cultura livre, e pelo direito à cidade da juventude. Não queremos nenhum evento que cause remoções forçadas, cercamento dos parques, proibição da cultura e livre expressão, e repressão da polícia à juventude.
A ANEL repudia a violência da polícia da Briga Militar, comandada pelo Governo Tarso do PT, e da Guarda Municipal, comandada pela Prefeitura de Fortunatti do PDT.


8 de set. de 2012

I Beijaço da UNISINOS é um marco na luta contra a homofobia na universidade

Beijaço organizado pelo Coletivo Colorindo UNISINOS

Dia 22 de agosto de 2012 ficará marcado na história do movimento estudantil da UNISINOS! Nesse dia ocorreu o I Beijaço da UNISINOS! É também o dia que ficará registrado como o dia que o Coletivo Colorindo UNISINOS (CCU) saiu às ruas na sua primeira intervenção!

Mais de uma semana se passou desde o beijaço, de todos os lados da universidade ouvimos falar dele. As posições são as mais diversas. Há aqueles que fizeram parte e adoraram! Há aqueles que ouviram falar e acharam muito correto! Há aqueles que são completamente opostos, etc etc etc mais uma conclusão podemos juntos chegar: I missão cumprida! O debate está em voga e o apoio e a solidariedade é grande! 




O CCU nasce da necessidade de tensionar o debate em torno da pauta LGBT, nasce na certeza de que é preciso lutar para viver em uma sociedade livre de opressão, onde todos possam viver a plena liberdade de amar! 



Esse dia é um marco no movimento estudantil da UNISINOS porque está dentro de todo um processo de retomadas das lutas nessa universidade - que tem início com o Movimento Somos Infinitas Mensalidades em dezembro 2011 - mas principalmente porque o tema é capaz de aglutinar e fomentar a participação de um setor que muito precisa somar forças! 
 

Vivemos nesse dia uma gigante demonstração da força que temos, quando unidos. Da força que temos, quando juntamos explorados e oprimidos para questionar o status quo e ousarmos acreditar que é possível viver um mundo melhor! Estiveram presentes estudantes de diversas universidades, ativistas dos movimentos sociais, professores,... e isso prova o tipo de concepção de movimento que temos de criar: A união de todos os lutadores, explorados e oprimidos! Casais hetero estiveram conosco por acreditar que essa pauta também era deles, fazendo desse ato um belíssimo momento!















Gilian, Coordenador Geral do DCE da UFRGS e da Executiva Nacional da ANEL
Nós, da ANEL, prestamos irrestrito apoio e solidariedade e saudamos a todos os presentes! Afirmando que, assim como para vocês, o debate de opressões é questão de princípio para nossa entidade! Desde o I congresso da ANEL (ano passado) afirmamos a nossa entidade estudantil como pólo organizador desse tema e de lá para cá foram muitos beijaços Brasil à fora! Conseguimos fazer diversas discussões em torno do tema, lançamos a cartilha LGBT, etc. Queremos desde já convocar a todos estudantes da UNISINOS, mas em especial os membros do CCU para participarem do 2º Congresso da ANEL (que ocorrerá no final de abril de 2013)! Diferente da UNE pelega e antidemocrática, esse congresso é um real espaço de discussão e organização, onde o tema LGBT será alvo de intenso debate! Venha conhecer a ANEL! 

26 de ago. de 2012

GREVE DAS FEDERAIS E CONJUNTURA NACIONAL


Estamos vivendo nos últimos três meses a maior greve da categoria docente nos últimos 10 anos e a maior ascensão do movimento estudantil desde muito tempo. Este processo se caracteriza pela crise mundial que finalmente tem seus reflexos no Brasil, e que faz com que o governo tenha uma grande retenção de capital, além de aumentar os gastos com os grandes banqueiros e capitalistas do país. Para reter a crise, o governo se utiliza da política de cortar gastos com a classe trabalhadora, com a educação, com a saúde, e com os gastos básicos para a população mais explorada para poder dar mais dinheiro aos ricos. Esse processo gera revolta em todos aqueles prejudicados: a classe trabalhadora e a juventude trabalhadora. Por isso, hoje temos um dos maiores ascensos dos trabalhadores nos últimos anos, contando com mais de 34 categorias federais em greve, e dentre estes os professores e técnico-administrativos das universidades federais.

O governo, no último período, apresentou uma proposta ao ANDES (sindicato dos docentes) que não condizia com a demanda apresentada pela categoria, ao contrário, trazia um aumento significativo, mas atacava ainda mais a carreira dos professores, o que fez com que o sindicato negasse a proposta. A contraproposta apresentada pelo ANDES também foi negada pelo governo a nível nacional, o que fez com que o esse dissesse que não iria mais negociar com esta categoria. Além disso, os servidores técnico-administrativos federais das universidades, que o ano passado fizeram uma greve cansativa e prolongada sem nenhum saldo econômico, terão um aumento de apenas 15% dentro de três anos. O governo, também, tem a política de não negociar com todas as outras categorias em greve, para terminar primeiro com a greve da educação e separar a classe trabalhadora, que no fundo tem um objetivo em comum: o fim da exploração.

Mas, então, não há nenhum saldo positivo nesta greve? Nacionalmente, todas as categorias tiveram um grande saldo organizativo importante, que arma a classe trabalhadora para outras greves e manifestações. Além do mais, a classe fez uma importante experiência com o governo, e houve um avanço na consciência geral, que hoje entende que esse governo faz ataques à classe trabalhadora e privilegia outra classe: a burguesia. Então, o saldo é positivo sim, na medida em que houve a experiência com o governo de frente popular e um avanço na consciência de toda a classe.

A UFRGS também teve avanços importantes, que se expressam em primeiro lugar por ser uma das universidades mais conservadoras de todo o país e ter entrado em greve. Além disso, a universidade rompeu com o sindicato pelego, e agora, o ANDES, que antes era minoria, começou a greve com 17 apoiadores, e terminou com mais de 200! Só com estes elementos já se pode caracterizar a greve como vitoriosa em nossa universidade.

Outro processo importante foi a formação do CNGE (Comando Nacional de Greve dos Estudantes), que foi impulsionada fundamentalmente pela nossa entidade a nível nacional, e que se tornou uma importante referência para os estudantes grevistas de todo o país. O Comando teve a função de trazer as pautas dos estudantes a nível nacional para o governo, e essa semana já estará negociando com o governo quais serão os saldos econômicos dos estudantes em todo o país. E este também é um processo vitorioso, pois foi ele que organizou os estudantes nacionalmente para lutarem por pautas conjuntas e que reuniu uma equipe centralizada em Brasília com o objetivo de pensar politica nacional e apoiar as greves federais.

A ANEL cumpriu um papel muito importante neste processo, foi quem impulsionou e levou adiante o comando de estudantes, e começa a se tornar referência em todo o país para todos aqueles que querem lutar ao lado da classe trabalhadora!

Agora, é hora de avançarmos nas pautas locais, de cada Universidade. A greve continua em curso no resto do Brasil e e luta, em defesa da qualidade na educação pública permanece.

Luane Landau ANEL-RS