29 de jan. de 2014

NOTA OFICIAL DO BLOCO DE LUTAS PELO TRANSPORTE PÚBLICO E DO COMANDO DE GREVE DOS RODOVIÁRIOS

O Bloco de Lutas pelo Transporte Público e o Comando de Greve dos Rodoviários estão juntos na luta por um novo modelo de transporte na cidade. Desde o início de 2013, o Bloco vem construindo uma aliança com os rodoviários, e agora, na primeira grande greve de 2014, reforçamos nossa unidade.
 
– Por aumento de salário, redução da jornada e melhores condições de trabalho sem reajuste da passagem: que os 14% de aumento reivindicado pelos rodoviários saiam do lucro abusivo dos empresários. Ao contrário do que diz a grande mídia e o prefeito, que tentam incitar a população contra os rodoviários, não há conflito de interesse entre o Bloco de Luta e os trabalhadores. O lucro das empresas possibilita a concessão de aumento aos trabalhadores sem aumento da tarifa aos usuários.
 
– Por um transporte 100% público: para transformar o modelo de transporte na cidade é preciso lutar para tirá-lo da mão dos empresários. A lógica empresarial é contrária ao interesse coletivo.
 
Todos nós, usuários do transporte coletivo, somos afetados de alguma forma pela greve. Sabemos que essa situação só existe por culpa dos patrões e do governo. O apoio da população é fundamental para que essas transformações aconteçam. Inclusive, os rodoviários propuseram rodar com a roleta liberada durante a greve!
 
Enquanto bilhões de reais são gastos para a realização de megaeventos, faltam recursos para o transporte público e outros serviços básicos.
 
Greve não é crime, é direito. O ano de 2014 começou com forte repressão policial às mobilizações sociais em todo país – em São Paulo um jovem foi baleado e segue em estado grave, em Joinville dois membros do Movimento Passe Livre foram presos arbitrariamente, e aqui em Porto Alegre 7 foram detidos no último ato do Bloco. Não aceitamos nenhum tipo de repressão e criminalização às lutas sociais.
 
Por um transporte eficiente e acessível, participe desta luta!
 
Protesto não é crime!
 
Que os ricos paguem a conta!
 
Porto Alegre, 28 de janeiro de 2014.
 
Bloco de Lutas Pelo Transporte Público e Comando de Greve dos Rodoviários

24 de jan. de 2014

QUERO TRANSPORTE, SAÚDE E EDUCAÇÃO: DA COPA EU ABRO MÃO!

*Por Matheus Gomes
 
O ano de 2014 iniciou na tarde desta quinta (23.01) do ponto de vista das lutas populares em Porto Alegre. A manifestação convocada pelo Bloco de Lutas foi uma importante demonstração de força dos movimentos sociais e confirmou a tendência de grandes mobilizações nesse ano, que já se expressou em outras capitais como o Rio de Janeiro e Natal. Foram cerca de duas mil pessoas que participaram do ato, ainda longe das dezenas de milhares de junho, mas também muito distante dos 300 que iniciaram as manifestações em 2013.
A mobilização também demonstrou um crescimento do questionamento à realização da Copa do Mundo no Brasil. Está claro para a população que o legado do megaevento não passará das grandes arenas, pois as obras de mobilidade urbana e os benefícios prometidos até agora não saíram do papel. A rejeição à transferência de verba pública para a construção de estádios se expressou na palavra de ordem “quero transporte, saúde e educação, da Copa eu abro mão”. Com relação ao problema da moradia e das remoções forçadas, o ato contou com a presença importante dos moradores da Comunidade 7 de Setembro, da zona norte da capital. Por diversas vezes a marcha entoou os gritos “não vai ter Copa, vai ter luta” ou “foda-se a Copa”.O transporte público e as injustiças da Copa do Mundo foram os motores da mobilização. Diante do provável reajuste no valor das tarifas exigido pelos empresários o movimento deu uma resposta contundente e afirmou: não vai ter aumento! Além disso, o Bloco de Lutas reacendeu o debate sobre o passe livre municipal para estudantes, desempregados, indígenas e quilombolas e também questionou a nova licitação que visa manter o controle do transporte nas mãos dos empresários com a pauta do “transporte 100% público”. Novamente ouvimos palavras de ordem como “se a passagem aumentar, Porto Alegre vai parar”, “Fortunati ladrão, mais um aumento não” e “somos o povo e o passe livre os ricos vão pagar”. Mas existe outra semelhança com as lutas de 2013: a mobilização da categoria dos rodoviários. Enquanto estávamos nas ruas do Centro, motoristas e cobradores realizavam uma grande assembleia no Ginásio Tesourinha, que deliberou pelo início de greve na próxima segunda-feira, em defesa do reajuste salarial de 14% e outras pautas históricas como a redução da jornada de trabalho, aumento do ticket refeição e a manutenção do plano de saúde. A unidade entre o Bloco e os rodoviários deve se desenvolver novamente.
Mas, um dos efeitos da Copa do Mundo foi sentido ao final da marcha: o aumento da criminalização dos movimentos sociais. A Brigada Militar optou por não intervir durante o protesto, nem diante da ação de alguns grupos adeptos da tática Black Block. Mas, no momento da dispersão, dezenas de manifestantes que saíam de forma organizada foram abordados ostensivamente pela BM. Mochilas no chão, jovens na parede e muita intimidação por parte da BM. Até o momento não temos o número exato das detenções que ocorreram no ato, mas segundo o relato de manifestantes que estavam próximos ao cruzamento das ruas José do Patrocínio com Borges de Medeiros, jovens que estavam caminhando na calçada foram abordados e levados ao camburão. Essa é a tendência por parte dos governos: reprimir para derrotar os movimentos sociais. Alguns deputados e senadores começaram a defender penas de 15 a 30 anos para quem se manifestar durante a Copa. As novas legislações já começaram a vigorar e dão respaldo a ações truculentas da Brigada Militar.
O movimento terá novo encontro na terça-feira (28) na assembleia do Bloco, com local a ser definido e divulgado. Na próxima sexta-feira (31), a presidenta Dilma estará em Porto Alegre inaugurando o Estádio Beira-Rio, como foi anunciado nesta quinta. Existe a possibilidade de uma nova manifestação nessa data.

*Matheus Gomes é militante da ANEL e constrói o Bloco de Luta pelo Transporte Público de Porto Alegre.

Fonte: Sul21

21 de jan. de 2014

MANIFESTO EM APOIO À JUVENTUDE NEGRA, POBRE E DAS PERIFERIAS

APOIO À JUVENTUDE NEGRA, POBRE E DAS PERIFERIAS DA CIDADE DE SÃO PAULO!

PELO DIREITO À CIRCULAÇÃO E A EXPRESSÃO DE SUA ARTE E CULTURA.

"É dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo a todo o cidadão brasileiro, independente da etnia ou cor da pele, o direito à participação na comunidade, especialmente nas atividades políticas, econômicas, empresariais, educacionais, culturais e esportivas, defendendo sua dignidade e seus valores religiosos e culturais" (Art. 2o. do Estatuto da Igualdade Racial)
O Racismo brasileiro já foi amplamente denunciado por movimentos e intelectuais. Em dezembro de 2013 a ONU, através de uma comissão especial em visita ao Brasil, mais uma vez declarou: “Os afro-brasileiros não serão integralmente considerados cidadãos plenos sem uma justa distribuição do poder econômico, político e cultural”, reforçando a ideia do racismo como estruturante das desigualdades em nosso país.

9 de jan. de 2014

TOD@S EM DEFESA DO JULINHO CONTRA O POLITRECO E A SEDUC!

Por Vinícius de Souza Lima*

A ANEL convida @s estudantes de todo o RS a estarem no Ato Público contra a intervenção no Colégio Júlio de Castilhos e em defesa da escola pública convocado pelo CPERS-Sindicato na próxima terça-feira (dia 14/01), às 10 horas, em frente ao Julinho. Contra o Politreco e em defesa da Gestão Democrática!
  
A reportagem “Lições da turma 11F” realizada por ZH em 23 de dezembro que acompanhou a turma 11F do Julinho por meses é um retrato da precariedade na maioria das escolas públicas estaduais do Rio Grande do Sul após o governo Tarso Gento (PT) ter imposto uma reforma curricular goela abaixo em dezembro de 2011 agravada pela falta de professores, de funcionários e de condições de trabalho. O Grêmio do Julinho e toda a comunidade escolar estão mobilizados para defender a instituição dos ataques da SEDUC.

Para os estudantes livres isso não é nenhuma novidade, desde 2012 ocorre um levante da juventude secundarista que rompeu os muros das escolas após as jornadas de junho e aderiu à greve chamada pelo CPERS. A polêmica criada pela Secretaria Estadual de Educação diante do evidente desmonte da educação no Colégio Júlio de Castilhos e em toda a rede estadual é apenas um meio desesperado de tentar ganhar a opinião pública. A União dos Estudantes de Santa Cruz do Sul já havia feito estudo em diversas escolas com depoimentos que demonstravam as consequências dessa medida. E em Passo Fundo, a 7ª CRE chegou ao absurdo de acusar o CPERS de manipular estudantes contra a reforma durante a greve para justitifcar a presença de centenas de jovens nas ruas.